Google+ Followers

domingo, 28 de junho de 2009

Ser Poeta



Dos tantos campos que passo
Deixo o meu compasso
O meu cansaço
Nas estradas da vida
Os meus traços
O toque para o contraste
A arte
De acertar
Podar
Transformar os tantos prantos em sorriso
Para que o encanto desta arte se alastre e leve a um paraíso
Descanso no meu canto e olho o meu método
De certo sou destro.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Linha e Máquina

Um botão
Uma casa
Um laço
Enlace.

Amarelo ou azul
Agulha e linha
Embaraço
O rolo, as divas.

Olham com cuidado
O que sai com suor
Do sangue
Que fica na agulha.

Quem veste
Não conhece
A luta infinda
Do botão a costurar
A roupa arrumar
O beijo a não ganhar.

Roupas Lavadas

Tanque
Trago e lavo
Um monte.

De tantas lutas
Sem luva
Sapólio estraga minha palma.

Que não apalpa
Pega esfrega e lava
Suas graças.

Da rua
Cueca sua
Enruga a alma.

Os montes
Camisas e calças
Aos montes.

Barriga molhada
Coração gelado
Braço inchado.

Pratos e Copos

Os pratos
A pia
Escuta o meu brado.

Um copo
Uma esponja
Eu levo e lavo.

Num dia
Nestes dias
Sem bom dia.

O chão aspiro
Poeira inspiro
Espirro, espirro e suspiro.

A TV disparada
O rádio ligado
Com a mangueira enxurrada
De água e mais água.

Findou-se a jornada
Em um canto durmo
Acordada por outra jornada
Noite sem ser amada.

Do Coqueiro Dinheiro

Eu subo
Rasgo-me
Encaixo-me no talo
Para desferir pancadas
Para tentar ter estradas
Que me levem a algum caminho
Para sustentar quem espera
O meu sucesso
Quando peço
Levem o meu suor
Com caldo
Só o conteúdo
Das minhas feridas
Das lutas da vida
Desbravei

Lixo revira

De bar em bar
De mercado em mercado
Embalo
As caixas da vida
Os lixos temidos
Como uma vida bandida
Dos tantos estados
Do corpo e da mente
Se sente
Que não se sente
Excluído
Se não fosse
Seria
Os despejos
Do que valia
Vale
Pelo fato de reutilizar
O descarte.

Enxada e pá

Da terra vivo
Eu morro
Os males que enterro
Os mais que morto.

Recortando o mato
Recordando os fatos
Que me levaram
A fuçar a terra.

Cavando
Capinando
Vou levando a vida
Considerando o fato
Que por meu cansaço
Pelo o que faço
Alguém não capina.